Ivermectina

A ivermectina é um agente antiparasitário usado para oncocercose, estrongiloidose, ascaridíase, tricuríase, filariose e enterobiose. Ivermectina tem sido usada no tratamento de sarna, piolhos e ácaros e mais recentemente para tratamento inicial de Covid-19.

 

Estudos em animais:

De acordo com a bula do produto, ivermectina causa defeitos congênitos na prole de ratos, camundongos e coelhos tratados apenas em doses que causam toxicidade materna. Dose oral de 300 mcg/kg nos dias 6-15 da gestação em ratas não aumentou defeitos congênitos.

 

Gestação em humanos:

Um estudo sobre farmacocinética realizado por investigadores chilenos indicou que no final da gestação apenas uma pequena quantidade de ivermectina atravessa a placenta. Em alguns casos, exposição inadvertida durante o início da gestação ocorreu sem efeitos adversos aparentes. Apesar de nenhum sinal de efeitos adversos da ivermectina, uma revisão de janeiro de 2020 concluiu que os dados a cerca da segurança do uso oral de ivermectina na gestação ainda são limitados.

 

Lactação:

Em doses altas, a ivermectina causou mortalidade pós-natal em ratas expostas. Os dados dos experimentos indicaram que os efeitos tóxicos da ivermectina foram aparentemente mediados pela exposição neonatal desta droga no leite, onde foi encontrado em concentrações 4 vezes maiores do que aquelas no plasma materno.

A secreção de ivermectina no leite materno humano mostrou-se relativamente baixa. Embora os dados disponíveis não são suficientes para estimar se irvemectina é segura para bebês, a Academia Americana de Pediatria classificou a ivermectina entre as drogas compatíveis com a amamentação.

 

Conclusão:

Em estudos experimentais com animais com doses tóxicas maternas, a ivermectina interferiu no desenvolvimento embrionário. Existem relatos de caso de exposição materna com desenvolvimento fetal normal. Não localizamos dados sobre efeitos adversos na lactação em humanos. Esta é uma medicação que deve ser prescrita na gravidez apenas quando houver benefícios claros do seu uso, pois as evidências de segurança em humanos são ainda muito limitadas.

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